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A estratégia por trás do WinRAR

Em 1995, o programador russo Eugene Roshal lançou uma pequena ferramenta chamada WinRAR.

O objectivo era simplesmente compactar arquivos para economizar espaço.

O software vinha com um teste de 40 dias e depois disso, o usuário deveria comprar uma licença. Mas algo estranho aconteceu.

Quando o teste acabava, o WinRAR não te bloqueava, só aparecia uma mensagem:
“Por favor, compre uma licença” e o programa continuava a funcionar.

A maioria das empresas entraria em pânico.

Bloquearia o software.
Limitaria funções.
Forçaria pagamento.

O WinRAR não fez nada disso.

Milhões de pessoas continuaram a usar a “versão de teste”.

Por meses.
Por anos.

Às vezes, por décadas.

O resultado?
O WinRAR virou, silenciosamente, um dos programas mais instalados do mundo.

Em escritórios, casas, escolas e servidores.

Empresas e instituições continuaram a comprar licenças.

Porque negócios preferem software legalizado.

Essas licenças financiaram todo o projecto.

Enquanto isso, a versão gratuita se espalhou por toda parte.

Estudantes.
Desenvolvedores.
Gamers.

Em todo lugar onde você precisava descompactar um arquivo.

Em vez de forçar pagamento, o WinRAR apostou em algo incomum:

Confiança.

E na utilidade do próprio produto.

É criar algo tão útil que ninguém quer substituir.

Um teste “permanente” parece um péssimo modelo de negócio.

Mas criou algo maior:
Adoção global.

Às vezes, a estratégia mais inteligente não é forçar as pessoas a pagar.

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